sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

VÍDEO NATALINO


CARMINA BURANA

      Atenção! Sugiro ouvir primeiro a apresentação do vídeo de Carmina Burana - O Fortuna, de Carl Orff, para depois então ler o texto abaixo. Talvez lhe venha ser tão surpreendente a explicação como foi para mim. Pensava uma coisa quando, na verdade, o título quer dizer outra coisa. 



    O nome - CARMINA BURANA -, parece se referir a uma mulher. Dando a impressão de se tratar de uma canção de amor, dedicada pelo poeta a uma donzela, com todos aqueles temperos das histórias de amor, lá, pela  idade literária clássica do romance, dos amores impossíveis, de cavalheiros e damas de uma sociedade de reis e rainhas, príncipes e princesas, etc. 
     Era o que supunha eu! Mas, ledo engano, já vou explicar. Comecei por pesquisar quem teria sido a tal de "Carmina Burana", a possível dama das camélias que teria provocado algum poeta ao extremo de compor tão bela partitura de música clássica. Alguma história do tipo "Romeu e Julieta", também influenciando algum compositor daqueles tempos, então produzindo essa maravilha de música.
     A minha explicação é bem sucinta, como eu entendi. P. ex., Carmina Burana longe está de ser "nome de mulher", trata-se de uma expressão latina que significa uma espécie de coleção de versos que nada tem a ver com "romance", "amor", mas sim se referindo a uma totalidade de expressões, ora significando inclusive "coisas de amor", mas também "chacotas", "perjúrios", "expressões pejorativas", "baixas", etc., muito em voga durante o período cultural romano. Assim, a razão porque é em "latim"; ou, melhor, de um período europeu quando se consolidavam e se desenvolviam nações que viriam originar sociedades alemães, italianas, francesas, etc. Mais ou menos isso aí.
    Carl Orff, alemão, autor de Carmina Burana, deu-se ao trabalho de reunir tudo que pode e era popularmente conhecido, a esse nível, compondo esse magistral clássico... Que é bem melhor ouvir, sem entender as palavras, pois, talvez não sejam lá muito "poéticas"...
    Todavia, a presente "Camina Burana", de Carl Orffo, em magistral regência por André Rieu, compreende a parte denominada "O Fortune", referindo-se `"Roda da Fortuna da Vida", das coisas boas, ruins, etc., com que convivemos durante a vida.  
    Foi o que entendi. Caso alguém tenha melhor explicação, não se acanhe e nos corrija, todos agradecerão.      

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

I DREAM A DREAM


QUANDO TUDO COMEÇOU

SUSAN MAGDALANE BOYLE, cantora escocesa, nascida em 1 abril 1961 (notar a data, 1o.de abril), apareceu no programa de TV Britain´s Got Talent em 11 abril 2009, cantando I DREAMED A DREAM...
Logo que pisou no palco, os jurados e toda a assistência ficaram espantados, porque... pensaram, lá, com eles mesmo... o que pretenderia aquela mulher, desajeitada, feia, velha de seus 47 anos, ali, naquele palco? 
 
AGUARDE APARECER O VÍDEO
 

Bem, se você não viu, veja agora, nesse vídeo do YouTube,  ficando sabendo como essa mulher passou seu primeiro de abril (veja a data do nascimento), naquela noite, a partir de então ascendendo aos píncaros do sucesso! 
LETRA EM INGLÊS E SUA TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS
(Ambos textos copiados da Web http://letras.mus.br/susan-boyle/1467293/traducao.html Onde podemos ouvir todos os demais sucessos posteriores dessa admirável cantora.)
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I Dreamed A Dream
 
I dreamed a dream in time gone by
When hopes were high and life worth living,
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving
 
Then I was young and unafraid,
When dreams were made and used and wasted
There was no ransom to be payed,
No song unsung, no wine untasted
 
But the tigers come at night,
With their voices soft as thunder,
As they tear your hope apart
As they turn your dreams to shame
 
And still I dreamed he'd come to me
And we would live the years together,
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather
 
I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream I dreamed
Eu Sonhei Um Sonho
 
Eu sonhei um sonho num tempo que já se foi
Quando esperanças eram grandes e valia a pena viver
Eu sonhei que o amor nunca morreria
Eu sonhei que Deus seria misericordioso
 
Então eu era jovem e destemida
Quando sonhos surgiram e foram e usados e desperdiçados
Não havia nenhum resgate a ser pago
Nenhuma canção não cantada, nenhum vinho intocado
 
Mas os tigres vêm à noite
Com suas vozes suaves como trovão
Como eles despedaçam sua esperança
Transformando seus sonhos em vergonha
 
E ainda sim sonhei que ele veio até mim
E que viveríamos os anos juntos
Mas há sonhos que não podem ser
E há tempestades que não podemos prever
 
Eu tive um sonho que minha vida seria
Tão diferente deste inferno que estou vivendo
Tão diferente daquilo que parecia
Agora a vida matou o sonho que sonhei
 
 
                                            



sexta-feira, 5 de julho de 2013

TRIBUTO AO YOUTUBE

 
Democrático local da web, oportunizando inclusive os mais distintos vídeos, satisfazendo  a todos os gostos. E que você pode acessar mesmo daqui. Através dos links abaixo, p. ex., de notáveis interpretações musicais...

 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 11 de junho de 2013

POEMA PARA UMA ÁRVORE...

 
Plauto.
 
Verde - te agitas, ao vento!
Meu ser treme de emoção,
Na quietude do momento,
Balanças meu coração!
 
Árvore! De mim, querida,
Mais, não te posso dizer!
Não é uma despedida,
Só te expresso... meu querer!
 
Quantos verões - são passados!
À tua sombra, que frescor!
Como grandes... namorados!
Sabes, bem, de meu amor!
 
Por isso, estou a te falar...
Nesta manhã, silenciosa,
Não me poderia calar...
Te vendo tão frondosa!
 
Quantos versos já compus?
Em quadras, aqui, rimadas?
Querendo por, sob a luz,
Coisas por mim amadas?
 
Porém, com toda certeza,
Mil versos, aqui, eu fizesse,
Não seriam, pra tua beleza,
Dela, dizer nem de leve!
 
Fique, então, escrito...
Não sei, se para posteridade,
Tal qual - verdadeiro mito!
De nós dois, tanta lealdade!
 
- oOo -
 
 


domingo, 5 de maio de 2013

TIMIDEZ








Posso ver e até ouvir teu corpo por mim passar,
Perfume no ar sentir, só não posso te tocar!
 
                - De novo ele me olhando? Quem sabe hoje vai falar!
                Seu amor talvez me contando, enfim me pondo a vibrar?
 
Como eu sofro... Oh! Deus, ouça! Ajuda-me a dizer!
Anima-me a sair da louça, sob a qual vivo a sofrer!
 
- Tímido poeta errante, quantas dores provocas!
Ouça de quem ser tua amante muito aos deuses, evoca!
 
Será que te ouvi falar? Ou foram meus pensamentos?
Dizes tu desejar acabar com meu tormento?
 
- Sim! Eu falei, bem ouviste! Sim! Meu coração é teu!
Muito me dói te ver triste, faz muito que és meu Romeu!

 
 
Sim, Julieta de meus sonhos! Fora lancemos as armas!
Eis, deixo de ser tristonho, como uma deusa tu me acalmas.
 
- Eu que esse poema escrevi, Shakespeare não quis plagiar,
É que muito eu entrevi -  timidez! -, tanto a matar!
 
- O0O -
 
 
"TIMIDEZ"
 
Zé Cargo & Adriano - YouTube/5 min
 

terça-feira, 30 de abril de 2013

CARTA DE LOLA PARA "DOM JOSÉ"

    

Acuso tua carta, recebida.

Acuso sobretudo um homem que passados anos e anos volta para atormentar.

Com a desfaçatez de achar que algum amor ainda guarde em meu coração, lembrando o nome de alguém que tanto tempo levei para esquecer.

Se me lembrar de ti achas possível, não será senão pelo ódio que sinto por ti.

Dei-te meu corpo, quase minha vida, lágrimas derramei, noites não dormidas foram minhas companhias!

E tu dizendo muitos amores haver mantido, embora na tua maldita mente tinhas minha imagem, mesmo estando com outras.

Fui o melhor que tiveste?

Há uma palavra à cabeça me vem, 

repulsiva, não a digo por pudor.

Lembro sim da tarde, quando escolhi ser Lola, termos falado de Lolita, como também das depravações a que te entregavas, a ela me comparando.

Agora, essa de Carmen, da cigana que levou Don José à loucura, como sendo a razão de teu abandono, isso  me era desconhecido.

Dizes que temias acabar tal como ele? 

Pois, outra coisa não aconteceu.

Quando me deixaste, fui apunhalada, qual Carmen, por Don José.

Vivo sozinha, eu e meu filho, curtindo o pouco de vida que ainda existe em mim.

Ao partir, talvez te perdoar ainda possa.

Não vai demorar, até então o meu silêncio. 

Lola.

PS – Esqueci teu nome, fiques "Don José", que te cabe muito bem. 

                                                                - o0o -

OUÇA CARMEN DE BIZET
                                                                     



terça-feira, 23 de abril de 2013

POETA

Plauto.
Ah! Esse teu escrever louco, alucinante!

Fazendo emergir das profundezas d´alma,

Dores, feridas, as lavas de um estreante,

De noites perdidas, sem riso nem palma. 

 
Triste! Tímido! Tu, amargo principiante, 

Que a mente espreme e quer do amor falar!

Mas, não consegues, porém, nem por instantes,

Sequer frases alegres de canto entoar!

 
Escrever é preciso, ao teclado ferir,

Escolhendo pontos, palavras, acentos,

Formas como irás a todos exprimir, 

Tormentos que envolvem de escuridão!

 

Assolando tuas noites, tenaz a reprimir,

Cruel algoz te sufocando o coração!

Tens de continuar! Tens de viver! Avante!

Mostrar a todos, terno és como amante!

 

Quem sabe então vir a sorrir, tu possas!

Poeta, triste poeta, não podes silenciar!

Pois, se com tua imensa dor provocas,

Alguma inspiração virá para sentenciar.

 

Libertando para tantos seios amorosos,

Outras vidas, corpos e coração bondosos!

Fica, poeta, fica! Daqui não deves fugir!

Braços fortes, robustos, virão te  amparar!
- o0o -
CANTO DE AMOR CUBANO - YouTub/2 min